Quando eu mudei pro Amazonas,
meu diário transformou-se no meu melhor amigo. Até hoje não consigo passar um único dia sem “falar” com ele, parece que falta alguma coisa dentro de mim. Ele não fala, mas eu posso sentir que me entende e que sente minha falta.
Depois conheci o João, a Vivi, a Malu, o Kadu, o Zeca e o Apoena e a minha vida ficou mais divertida e até mais bonita depois que passei a aceitar cada um do seu jeitinho.
Agora tenho amigos que respeitam o meio ambiente, as crianças especiais, os idosos, os animais, as diferenças de cor, de raça ou religião. Tenho amigos que confio, para eles posso contar meus segredos secretos com a certeza de que não vão sair por aí espalhando, posso pedir ajuda nos estudos, lembram do meu aniversário, mesmo que não tenham grana para comprar um presente, mas eu nem ligo, pois não existe maior presente que o carinho, a atenção e o amor deles.
O amigo verdadeiro não repara se somos feios, bonitos, gordos, magros, ricos, pobres, negros, brancos, bicho ou gente, ele repara se somos bons companheiros, olha nossa alma, os nossos olhos e entende o que queremos dizer mesmo quando nossa boca tá fechada.
E você? Como escolhe seus amigos? Conta pra mim? Vou adorar saber...

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